Arbitragem do Judô Rio tem 8 promoções a níveis Nacional e Estadual
Foram cinco aprovados no Exame para categoria Nacional C, realizado em Itapecerica da Serra (SP), e mais três no Exame Estadual
* por Diano Albernaz Massarani
Que a Arbitragem do Judô Rio está vivendo uma fase de amplo desenvolvimento é uma afirmação que ganhou ainda mais evidência no último fim de semana, dias 24 e 25 de outubro, quando nada menos do que oito árbitros filiados à FJERJ receberam promoções, sendo cinco ao nível Nacional C e outros três ao nível Estadual.
Em Itapecerica da Serra (SP), no Exame Nacional de Arbitragem – FAR (Fomento à Arbitragem Regional), cinco árbitros foram indicados pela FJERJ e todos aprovados à categoria Nacional C: Alexandre Xavier Rodrigues Cunha (AMOCEN), que foi reconhecido como destaque masculino do exame, Cristiano Batista da Silva (Judô Clube Marco Alberto), Gabriel Rodrigues Fernandes da Fonte (Judô Clube Ren-Sei-Kan), Josemilson Alves de Brito (Judô Clube 25 de Agosto) e Álvaro José Valente da Fonseca (Samurais). Ao mesmo tempo, no Olaria Atlético Club, estava sendo realizado mais um Exame Estadual, e os três candidatos participantes foram aprovados à categoria Árbitro Estadual: Cristiano Guerra de Souza (Associação Chikara de Judô), Evaldo Marinho (ACCA) e Ricardo Fontes Corrêa (DCR Judô).
Veja, abaixo, os depoimentos sobre o momento atual de crescimento da Arbitragem do Judô Rio feitos pela sensei Bruna Neves (Judô Clube Marco Alberto), Diretoria da Arbitragem da FJERJ, pelo sensei Edimilson Jinkings (Instituto Jinkings de Judô), Árbitro Continental FIJ B que conduziu as etapas teóricas e práticas do Exame Estadual, e por árbitros promovidos a novos níveis.
Bruna Neves – Árbitra Internacional FIJ A, Diretora de Arbitragem da FJERJ
Por trás desses resultados, existe um trabalho contínuo de identificação de talentos, preparação técnica, incentivo à progressão e ampliação de oportunidades. A Diretoria Estadual de Arbitragem tem o compromisso de estruturar caminhos para que mais árbitros estejam preparados para avançar, levando o desenvolvimento também aos núcleos regionais.
Os destaques conquistados por árbitros do Rio de Janeiro em exames nacionais neste ano reforçam a importância desse direcionamento. Não se trata apenas de preparar árbitros para uma prova, mas de construir uma arbitragem mais qualificada, reconhecida e preparada para os desafios futuros. Por isso todo o nosso reconhecimento aos aprovados e aos colegas que contribuíram para a realização dos eventos e para a formação de novos profissionais.
Mais do que celebrar resultados, nosso compromisso é construir as condições para que eles se multipliquem. Trabalhamos para fortalecer a arbitragem do Rio de Janeiro, formando profissionais cada vez mais preparados para representar o Judô Rio e contribuir para o desenvolvimento da arbitragem brasileira.
A construção técnica e a preparação dos nossos árbitros caminharam junto à articulação institucional necessária com a FJERJ para tornar essa participação possível. Quando competência, confiança e diálogo institucional se unem, criamos oportunidades reais de crescimento para a arbitragem e para toda a comunidade do Judô Rio.
Por fim, nosso agradecimento especial ao presidente e ao vice-presidente da FJERJ pela confiança no trabalho que está sendo realizado e, em particular, pelo apoio fundamental para viabilizar essa oportunidade de indicação de árbitros para mais um exame nacional da CBJ.
Alexandre Xavier Rodrigues Cunha – Núcleo Regional Serras Sul – Kodansha – 6º Dan
Essa aprovação no Exame Nacional representa muito mais do que uma nova classificação na arbitragem nacional. Representa a confirmação de que vale a pena continuar acreditando no conhecimento, na disciplina e na capacidade de evoluir, independentemente do tempo de caminhada que já temos dentro do Judô.
O Judô me ensinou algo que considero fundamental: a graduação que carregamos na faixa representa nossa história, mas não nos dispensa da obrigação de continuar aprendendo. Pelo contrário, quanto maior a experiência, maior deve ser a consciência da nossa responsabilidade.
Ser aprovado como Árbitro Nacional C é uma conquista que recebo com profunda gratidão, porque sei que, por trás desse resultado, existem horas de estudo, renúncias, dúvidas, correções e, principalmente, pessoas que contribuíram para que eu chegasse até aqui.
Também considero indispensável reconhecer a importância de pertencermos a uma federação que conta com profissionais preparados, pessoas de elevada competência técnica e disposição genuína para compartilhar conhecimento. Ter referências dessa qualidade dentro da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro é um privilégio e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade para todos nós que desejamos crescer.
Um dos maiores desafios da preparação para o Exame Nacional foi justamente conciliar a responsabilidade de quem já possui uma longa trajetória no judô com a humildade necessária para continuar na condição de aluno. E considero isso extremamente importante. A faixa que usamos não pode se transformar em uma barreira para o aprendizado. Precisamos ter a grandeza de ouvir, perguntar, rever conceitos e aceitar correções.
Outro aspecto fundamental foi a força do grupo. Durante uma preparação como essa, percebemos que o conhecimento compartilhado tem um valor extraordinário. Uma dúvida esclarecida, uma interpretação debatida ou uma orientação recebida no momento certo podem transformar nossa compreensão sobre determinado assunto.
Por isso, acredito profundamente na importância da união entre os árbitros e na valorização dos profissionais de excelência técnica que integram nossa Federação. São pessoas que contribuem para elevar o nível da arbitragem e que compreendem que ensinar também é uma maneira de fortalecer o Judô.
Cristiano Batista da Silva – Núcleo Regional Costa do Sol Região dos Lagos – Faixa Preta 5° Dan
Ser aprovado no Exame Nacional C representa para mim uma conquista ímpar, pois são anos dedicados ao Judô, e ser árbitro tem sido uma prova que ainda tenho muito a aprender dentro desta arte marcial que escolhi como modo de vida.
Tenho como espelho meu sensei Marco Alberto, Árbitro FIJ C, e a sensei Bruna Neves, Árbitra FIJ A, e poder entrar para o quadro de árbitros nacionais é mais uma demonstração de força do Judô no interior do Rio de Janeiro. Tomara que outros também se espelhem nos exemplos da nossa região e busquem novas conquistas.
Gabriel Rodrigues Fernandes da Fonte – Reigão: Capital – Faixa Preta 3º Dan.
Essa aprovaçao representa todo o conhecimento adquirido ao longo da minha trajetoria como Árbitro Estadual e o quanto cada sensei contribuiu para eu chegar a esse mérito. Por isso, agradeço a todos, em especial aos sensei Bruna Neves, Diego Ramom e Marcello Colonna, nossos coordenadores e supervisores. Destaco ainda o trabalho da FJERJ, pois oportunizar e dar possibilidades para as pessoas é essencial. Através das oportunidades, a motivação aumenta, melhorando o desempenho e o foco no processo e na sua excelência.
Josemilson Alves de Brito – Núcleo Regional da Baixada Fluminense – Faixa Preta 2º Dan
Considero que as principais características que um árbitro precisa ter para se destacar são coragem, respeito às regras, imparcialidade e muito estudo. Essa aprovação à categoria Nacional C representa mais um passo na minha caminhada como judoca, agora vivendo o Judô sobre outra perspectiva, agora como árbitro.
Álvaro José Valente da Fonseca – Região: Capital – Faixa Preta 1° Dan
Essa aprovação ao nível Nacional C representa principalmente uma conquista pessoal. Quando muitas e muitas pessoas já estão pensando em parar, ou diminuir o ritmo, essa promoção me motiva a continuar na busca cada vez mais do conhecimento, da melhoria, e do melhor entendimento do que é a arte milenar de Jigoro Kano, e com isso ajudar no desenvolvimento a arbitragem do Judô Rio.
O intercâmbio com outros colegas árbitros amplia os horizontes das nossas metas, melhora o nosso relacionamento com a comunidade judoísta, e, claro, aumenta o nosso conhecimento. Proporciona a troca de informações e de pontos de vista, melhorando nosso desempenho e motivando nosso aprofundamento nos estudos. Sem contar o principal, que são as novas amizades que fazemos.
Edimilson Jinkings – Árbitro Continental FIJ B, encarregado de conduzir o Exame Estadual
O formato adotado no Exame Estadual é bem criterioso, e faz que os candidatos estudem mais e levem a arbitragem a um nível maior de conhecimento. A arbitragem do Judô Rio tem grandes referências de nível FIJ A e FIJ B, como os sensei Jeferson Vieira, Diego Ramon, William Muniz e Bruna Neves. E hoje, vejo que a nossa arbitragem está preparando um futuro promissor, inclusive resgatando mais árbitros dos núcleos regionais, além da capital.
Ricardo Fontes Corrêa – Núcleo Regional Vale do Paraíba –Faixa Preta 1º Dan
A aprovação para Árbitro Estadual representa uma grande conquista pessoal e o reconhecimento de todo o esforço, dedicação e estudo investidos ao longo dessa caminhada dentro do Judô. Como integrante do interior do estado, alcançar essa qualificação tem um significado especial, pois demonstra que o trabalho desenvolvido nos núcleos regionais está formando profissionais cada vez mais preparados para contribuir com a modalidade.
Acredito que essa conquista fortalece não apenas o 5º Núcleo Regional, mas também a arbitragem do Judô Rio como um todo, aumentando o número de árbitros capacitados para atuar nas competições e servindo de incentivo para que outras pessoas busquem esse mesmo caminho. Destaco também a importante atuação da sensei Bruna à frente da Direção de Arbitragem da FJERJ, promovendo a aproximação entre os núcleos regionais, especialmente os do interior, criando oportunidades de desenvolvimento, intercâmbio de experiências e formação de novos árbitros.
