Entrevista: Jucinei Costa, ex-presidente da FJERJ

Após concluir o Curso Avançado de Gestão Esportiva do COB, sensei falou sobre os primeiros meses longe das responsabilidades da presidência e as expectativas para o futuro
* por Diano Albernaz Massarani

Cerca de três meses após o término de seu mandato na presidência da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), Jucinei Costa concretizou mais uma importante etapa em sua trajetória pessoal e profissional ao concluir do Curso Avançado de Gestão Esportiva (CAGE) do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Em entrevista, o ex-presidente da Federação falou sobre este período inicial longe das responsabilidades diretivas do Judô do Rio de Janeiro e as expectativas para o futuro como gestor esportivo.

Como tem sido os primeiros meses longe da presidência da FJERJ: tem se mantido próximo ou afastado do Judô?

Mesmo que eu quisesse – e que fique claro que eu não quero – é impossível eu conseguir me afastar completamente do Judô. No mínimo pela minha atuação como professor/educador de crianças e jovens. Além disso, mesmo sem ter aquela responsabilidade de precisar estar presente nos eventos da Federação em todos os fins de semana, sempre que bate a saudade eu vou lá rever o pessoal para conversar e tirar umas fotos.

O único afastamento que eu quis ter, pelo menos neste momento, foi com relação à mesa de decisões da Federação, que está muito bem comandada pelos meus companheiros Leonardo Lara e Jeferson Vieira. E como eu estava realizando o CAGE através de uma indicação da CBJ, aproveitei este período para dedicar mais tempo ao meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Poderia, por favor, detalhar um pouco as atividades realizadas durante o CAGE?

O curso durou 1 ano e contou com 8 módulos, sendo 4 presenciais e 4 à distância. Durante este tempo, realizei 6 estudos de caso em áreas de conhecimento da gestão esportiva e, depois, fui direcionado para uma destas áreas, a de gestão estratégica, para produzir o meu TCC. Desenvolvi uma plataforma de avaliação da gestão de governança e compliance das federações estaduais que eu denominei de “PAF avalia”, pois a proposta é estar diretamente conectada com o Programa de Apoio às Federações (PAF) da CBJ.

Neste ponto, gostaria de ressaltar aqui que me sinto muito feliz e prestigiado tanto pela indicação do ex-presidente da CBJ Silvio Acácio Borges de meu nome para cursar o CAGE como pela presença do atual presidente da Confederação, Paulo Wanderley Teixeira, na minha defesa do TCC. Posteriormente, inclusive, ele me enviou uma mensagem, elogiando o trabalho e a proposta. Foi além e disse que já tinha em mente a ideia implantar um sistema parecido na CBJ. De fato, desde que o Paulo Wanderley Teixeira retornou este ano à presidência da CBJ, temos conversado bastante e é com enorme satisfação que recebo a valorização que meu trabalho tem tido da parte dele.

Pensando na FJERJ, em qual sentido acredita que os conhecimentos adquiridos durante o CAGE podem contribuir no futuro próximo?

Um dos pontos-chave do meu TCC discorre sobre a estruturação das federações com relação à área de governança e compliance, que vejo que está muito em falta hoje em dia. Por falta de tempo e de estrutura, as federações estaduais direcionam a atenção principalmente para questões de ordem técnica e, por isso, estão muito distantes da CBJ no que diz respeito à planejamento estratégico.

Ao que tudo indica, a gestão atual do presidente Paulo Wanderley Teixeira pretende ampliar o PAF, mas, para isso, as federações terão que se reestruturar nas áreas de governança e compliance. É neste ponto que eu acredito que posso contribuir, e, por isso, reforço que sigo à disposição da FJERJ para continuarmos construindo em conjunto o Judô do Rio de Janeiro.

Deixe um comentário