Cerimônia de Outorga de Faixas da FJERJ encerra o ano com 195 promovidos

Em evento no Cinema Kinoplex Tijuca realizado no último domingo, 134 judocas receberam a faixa preta e outros 61, uma nova graduação
* por Diano Albernaz Massarani

Após um longo e trabalhoso processo que começou em janeiro e passou por cursos de oficiais técnicos e 5 etapas de módulos sob comando da Comissão Estadual de Graus, 195 judocas viveram um momento marcante em suas trajetórias no último domingo, 14 de dezembro, na Cerimônia de Outorga de Faixas da FJERJ. Em um ambiente repleto de amigos e familiares, no Cinema Kinoplex Tijuca, 134 destes judocas viveram o simbólico ritual de recebimento da faixa preta, enquanto outros 61 alcançaram uma nova graduação – 33 a 2º Dan, 15 a 3º Dan, 7 a 4º Dan, e 6 a 5º Dan. Presidente da Comissão Estadual de Graus, o sensei Marco Aurelio da Gama e Silva se mostrou orgulhoso pelo número de promovidos e reconheceu os esforços da Federação e da Comissão:

“Estamos fechando o ano com quase 200 judocas promovidos, desde o primeiro até o quinto Dan. Isso só foi possível pelo grande trabalho dos membros da Federação e da Comissão de Graus. Temos sempre que louvar o trabalho da Federação, porque é ela que, mesmo quando as adversidades surgem, encontra o caminho para que as etapas do módulo possam sempre acontecer. Já a nossa Comissão de Graus, ela conta com 40 integrantes, que se revezam para participar dos módulos. A nossa ideia é sempre distribuir a participação de forma equilibrada ao longo do ano, de modo que cada membro receba uma convocação oficial para atuar em dois dos quatro módulos práticos. No entanto, para a nossa alegria, vemos que a grande maioria, mesmo quando não é convocada, decide comparecer aos módulos para apoiar os companheiros”.

Há mais de duas décadas atuando na Comissão Estadual de Graus, o sensei Marco Aurelio comentou sobre as mudanças positivas que têm sido realizadas no processo de formação de faixas pretas e promoção de Dan no Rio de Janeiro:

“Estou na Comissão de Graus desde o ano 2000, e, desta época para cá, tenho presenciado muitos aperfeiçoamentos no processo de outorga de faixas. Um marco nesse processo aconteceu em 2011, quando a CBJ anunciou sua primeira versão do Regulamento Nacional de Outorga de Graus e Faixas. De acordo com este regulamento, desde o aluninho que está na faixa branca, que vai passar para a branca ponta cinza, até o candidato ao módulo, tudo esta bem colocado. Isso exige uma equipe de professores para planejar, aplicar e avaliar todos os exames. Antigamente, não existia, como hoje, um planejamento muito claro e bem divulgado do que tem que ser conseguido. Isso foi acontecendo paulatinamente”, contou, o sensei, que continuou ressaltando o que considera um grande diferencial do Judô Rio:

“Trabalhamos para que esta equipe de professores tenha uma relação harmoniosa com os candidatos. Junto com a sensei Ana Cristina na Comissão, procuramos tratar os nossos professores com toda a delicadeza que eles merecem, com todo o respeito, para que a delicadeza e o respeito se irradiem também deles para os candidatos. Sempre temos a preocupação de perguntar aos candidatos, no final das etapas do módulo, o que eles acham que aconteu de bom e de ruim, pois estas avaliações permitem que a gente planeje o próximo passo com maior chance de acerto. Aperfeiçoar o nosso processo é fazer com que essa interação entre candidatos, professores e Comissão seja a mais harmoniosa possível, sem perder de vista o regulamento sobre ela. Acredito que seja por isso que escuto as pessoas de fora do Rio de Janeiro falarem que aqui se realiza um trabalho diferenciado na formação de faixas pretas”.

Mencionando que novos ajustes devem ser realizados pela Confederação Brasileira de Judô no Regulamento Nacional de Outorga de Graus e Faixas, o sensei Marco Aurélio concluiu destacando que a Comissão já está em reuniões constantes para que já em janeiro de 2026, momento de início do próximo processo, os candidatos já possam receber todas as informações e orientações.

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