19ª Copa Rio se consolida como referência para a arbitragem do Judô brasileiro

Evento reuniu árbitros de nível nacional e internacional do Judô Rio e de outras nove federações estaduais
* por Diano Albernaz Massarani

Com uma história de mais de duas décadas, a Copa Rio é reconhecida pela participação na formação de grandes atletas, muitos dos quais de brilhante trajetória representando o Brasil em tatames pelo mundo. No entanto, em sua 19ª edição, que ocorreu nos dias 10 e 11 de outubro, no Anfiteatro do Riocentro, a Copa Rio demonstrou que oferece contribuições ao do Judô brasileiro que não se limitam aos competidores, alcançando igualmente o desenvolvimento da arbitragem. É isso que revelam os depoimentos de árbitros que participaram do evento.

A sensei Bruna Neves, Diretora de Arbitragem da FJERJ, destacou a participação de 18 árbitros visitantes, filiados a outras 9 federações estaduais, e comentou sobre as novidades adotadas de forma bem-sucedida no evento. O kodansha 7º Dan Luiz Yamate (FEJ) expressou a honra por ter sido homenageado na cerimônia de abertura e reafirmou a importância da Copa Rio para os jovens árbitros. O kodansha 6º Dan Marcelo Colonna (FJERJ), Coordenador Regional de Arbitragem, ressaltou a tradição da Copa Rio no cenário nacional e a experiência que ela possibilita aos árbitros de outros Estados de conhecerem a dinâmica dos eventos promovidos pela FJERJ. Por fim, os sensei Gabriela Harnisch (FEJ) e Gilson de Oliveira Filho (FMJ) realçaram os ensinamentos que a Copa Rio oferece para os árbitros que estão construindo suas trajetórias internacionais.

Bruna Neves (FJERJ) – Diretora de Arbitragem da FJERJ, Árbitra Internacional FIJ A

A Copa Rio foi uma importante oportunidade de intercâmbio, desenvolvimento e fortalecimento da arbitragem. Nesta edição, recebemos 18 árbitros representantes de nove federações estaduais parceiras, todos com, no mínimo, nível nacional de arbitragem. Agradeço aos presidentes e diretores estaduais que autorizaram e incentivaram a participação desses profissionais, que contribuíram voluntariamente para o sucesso da competição.

A Copa Rio reúne atletas de altíssimo nível técnico, incluindo medalhistas de Grand Slam e Grand Prix, além de campeões mundiais em diferentes categorias. Vivenciar combates desse nível representa uma experiência importante para o desenvolvimento e o aprimoramento dos árbitros.

O sucesso da arbitragem em uma competição desse porte depende de um trabalho integrado, que envolve desde o controle de judogi até os árbitros de tatame, supervisores e coordenadores de área. A arbitragem é uma engrenagem, e cada peça é fundamental para o funcionamento do todo. Se a coordenação conseguiu desenvolver seu trabalho com tranquilidade, foi porque cada profissional cumpriu sua função com maestria, responsabilidade e comprometimento. Meu reconhecimento e agradecimento a todos que fizeram parte dessa equipe.

Também aproveitamos a Copa Rio para iniciar um processo de padronização do controle de judogi, envolvendo árbitros estaduais e regionais da FJERJ. O procedimento foi apresentado ao Coordenador Nacional de Arbitragem da CBJ, Sensei André Mariano, árbitro olímpico, que demonstrou interesse na iniciativa e solicitou que o modelo seja replicado no Campeonato Brasileiro Sênior, que também será realizado no Rio de Janeiro.

Esse trabalho reflete o compromisso da Diretoria de Arbitragem da FJERJ com a formação, o intercâmbio, a padronização de procedimentos e o aprimoramento contínuo dos profissionais. Nosso objetivo é fazer com que cada competição seja também uma oportunidade de aprendizado, desenvolvimento e evolução da arbitragem.

Marcelo Colonna (FJERJ) – Coordenador Regional de Arbitragem, Árbitro Internacional FIJ A

A FJERJ é uma federação de referência a nível nacional, e realiza mais de 10 competições por ano, sendo todos os eventos muito elogiados em outros Estados. A Copa Rio, em especial, é uma competição muito clássica no calendário nacional, muito bem vista, que consegue agregar muitos atletas. Só nesta edição foram mais de 1.200 judocas, e no passado chegou a ter quase 2.000.  Por isso, para os árbitros, a Copa Rio é uma oportunidade de se manter na condição de excelência. De arbitrar lutas de qualidade, lutas fortes. E para os árbitros que vêm de fora do Rio de Janeiro, é uma oportunidade de ganhar experiência, conhecer como funciona a dinâmica dos eventos da FJERJ.

Luiz Massanori Yamate (FEJ) – Árbitro Internacional FIJ A

Eu já tive a oportunidade de viver a Copa Rio de diversas formas. Como pai de atleta, como treinador, e nos últimos anos como árbitro. Receber o convite da sensei Bruna Neves para realizar a saudação inicial na cerimônia de abertura foi uma honra. Além de ficar emocionado, eu realmente me sinto muito valorizado, reconhecido. Ser homenageado em um evento grande como a Copa Rio não tem preço. Eu consegui chegar ao nível de Árbitro Internacional FIJ A, que é a última categoria. E eu sempre busco incentivar os árbitros mais jovens a participar da Copa Rio. Para os árbitros que estão almejando completar este ciclo, chegar à FIJ A, a melhor coisa é ter uma vitrine, ser visto. E a tradicional Copa Rio é uma grande vitrine, que todo mundo está vendo. Então, eu sempre recomendo a Copa Rio para os novos árbitros participarem.

Gabriela Simone Harnisch (FEJ) – Árbitra Continental FIJ B

Para mim é uma honra estar na Copa Rio. É a primeira vez que eu venho para esse evento, e foi de forma proposital, justamente para me preparar para o exame internacional que vai acontecer na Hungria, em novembro. Eu entendo a Copa Rio como um evento com nível técnico altíssimo e muito importante no cenário nacional, onde nós vemos atletas de alto nível mesmo. Então, acho que não tem lugar melhor para eu estar atuando como árbitra e me preparar. Quando eu e os demais colegas árbitros chegamos aqui, nos deparamos com um ambiente tão profissional, tão bonito, tão bem organizado. Acho que isso já nos coloca com a sensação de estar efetivamente em um evento internacional desse porte. A estrutura montada e preparada para esse evento está de acordo com tudo que ele merece. É muito legal estar aqui e ver tudo isso que foi preparado.

Gilson Gonçalves de Oliveira Filho (FMJ) – Aspirante FIJ

Poder atuar na Copa Rio é uma oportunidade muito bacana, pela vivência, e porque a gente conhece outros tipos de atletas e os árbitros do Rio de Janeiro. A Copa Rio prepara a gente para poder arbitrar um pouco mais tranquilo quando a gente vai para um campeonato brasileiro e outras competições nacionais. O Judô no Rio de Janeiro é o preparatório para qualquer árbitro para poder arbitrar em um evento nacional. Além disso, a estrutura da Copa Rio é muito parecida com o que entregam lá fora, com o que a gente vê em competições como o Grand Prix e o Mundial. A estrutura é fantástica e eu acho que é muito próxima do que a Federação Internacional entrega também. Na Copa Rio, a gente se sente numa competição internacional.

Com o patrocínio da Light, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, a Copa Rio Internacional de Judô 2026 é realizada pelo Instituto Opus Vitae em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Crédito da imagem de capa: Carol Brandão

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