Tradição e excelência: dirigentes do Judô brasileiro elogiam a 18ª Copa Rio

De diretor da CBJ a presidente de federação estadual, passando por ex-presidentes da FJERJ, evento foi aplaudido pelo nível de organização e estrutura
* por Diano Albernaz Massrani

Se a Copa Rio vem há duas décadas construindo uma imagem de tradição e excelência no Judô brasileiro, sua 18ª edição, realizada de 10 a 12 de outubro, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, reforçou o reconhecimento em torno do evento. Um reconhecimento que veio não apenas através dos números de mais de 1.200 inscrições de 131 agremiações de 17 unidades federativas do país, além de Argentina, Chile e Uruguai, mas principalmente pelas palavras de dirigentes com significativa história no Judô brasileiro. Robnelson Ferreira, atual diretor administrativo e ex-gestor de eventos da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Luiz Augusto Martins Teixeira, presidente da Federação Mineira de Judô (FMJ), e Jucinei Costa e Francisco Grosso, ex-presidentes da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), foram alguns dos dirigentes que marcaram presença na 18ª edição da Copa Rio e compartilharam elogios à organização e à estrutura do evento.

Robnelson Ferreira, diretor administrativo da Confederação Brasileira de Judô (CBJ)

A Copa Rio é uma competição extremamente tradicional. Dos torneios interclubes, creio eu que é um dos mais longevos que tem no Brasil, e um dos mais bem organizados. Penso que com uma federação bem estruturada e uma equipe de apoio extremamente profissional e eficiente, não tem como dar errado. Hoje em dia eu estou mais na parte administrativa, mas atuei durante quase uma década na gestão de eventos da CBJ, e, neste período, a Confederação sediou grandes eventos no Rio de Janeiro. Inclusive, a equipe de apoio na organização desses eventos era toda da FJERJ, e isso também credencia a Federação do Rio a realizar grandes eventos. A FJERJ soube adquirir o conhecimento com os grandes eventos realizados no Rio de Janeiro no passado e transportar este conhecimento as suas ações particulares, as ações da própria Federação. E podemos ver que isso está sendo feito com um primor muito grande, pois, quando se olha para a qualidade de tudo que foi apresentado nesta Copa Rio, realmente não tem o que diferenciar dos eventos internacionais que foram realizados no Rio de Janeiro.

Luiz Augusto Martins Teixeira, presidente da Federação Mineira de Judô (FMJ)

A Copa Rio de Judô tem excelência naquilo que ela se propõe a fazer, e nesta edição eu vejo um ambiente que não deixa nada a desejar a qualquer evento internacional. A organização conta com pessoas envolvidas muito bem capacitadas e a imagem visual da arena olímpica está fantástica, com a identidade da Copa Rio. A Federação Mineira tem orgulho de participar da Copa Rio e incentiva cada vez mais as nossas agremiações a estarem participando também. Haja vista que é a Federação com maior número de atletas de fora do Rio de Janeiro e temos o Minas Tênis Clube, presente com cerca de 70 inscritos. Tem um provérbio chinês que fala que quando duas pessoas se encontram, cada uma carregando uma laranja, e elas trocam a laranja, cada uma volta para casa com uma laranja. No entanto, quando duas pessoas se encontram, cada um carregando uma ideia, e elas trocam as ideias, cada uma volta para casa com duas ideias. Eu acho que qualquer um de nós, gestores, que passamos pela Copa Rio para compartilhar nossas experiências e não tivemos um legado, é porque realmente nós estamos de olhos fechados e não estamos enxergando a excelência de realização que foi a realização deste evento. Pois repito, a Copa Rio é um marco de excelência no Judô nacional.

Jucinei Costa, ex-presidente da FJERJ (2017-2024)

A Copa Rio foi criada com o intuito de poder oferecer para os judocas do Rio de Janeiro uma competição de altíssimo nível, pois nem todos os atletas tinham chance de ir para eventos como o Campeonato Brasileiro, que tem um processo seletivo que permite a formação de somente uma equipe. Durante todo o período em que estive na presidência da FJERJ, a Copa Rio foi uma prioridade da minha gestão, porque eu entendia que por mais que nós tivéssemos seletivas nacionais fortes, abertas, e que proporcionavam aos atletas a possibilidade de chegar em competições nacionais e internacionais, a Copa Rio era um símbolo do Judô do Estado do Rio de Janeiro. Em 2024, no final da minha gestão, conseguimos trazer uma edição do Campeonato Pan-Americano e Oceania para o Rio de Janeiro, evento que apresentou um caderno de encargos por parte da Confederação Pan-Americana de Judô e da própria Federação Internacional de Judô com um grande nível de exigências. O Campeonato Pan-Americano e Oceania contou com atuação direta da equipe de organização de eventos da FJERJ, que soube trabalhar de acordo com todas as exigências internacionais e hoje é capaz de implementar o mesmo nível de organização na Copa Rio. Juntando o conhecimento que a FJERJ vem adquirindo com a realização de eventos internacionais, no mínimo desde os Jogos Olímpicos Rio 2016, com um ginásio da magnitude da arena olímpica, e o apoio de parceiros como a Light, podemos ver as pessoas falando neste ano que a Copa Rio apresentou o mesmo nível de competições pan-americanas. E vejo um futuro próspero, com a Copa Rio seguindo sua crescente, a continuação dos investimentos e a possibilidade de atender ainda mais o público e os atletas que vêm de outros Estados e países.

Francisco Grosso, ex-presidente da FJERJ (2008-2016)

O Ney Wilson deu o pontapé inicial na história da Copa Rio e, como seu sucessor na presidência da Federação, a minha gestão contribuiu para a consolidação do evento. E hoje podemos ver a Copa Rio já considerada como um evento tradicional, respeitado, tratado como um dos mais importantes não só do Rio de Janeiro, mas do Judô brasileiro, com muitas equipes nacionais e até judocas internacionais participando. E quem participa da Copa Rio já sabe que vai encontrar todas as qualidades necessárias para um grande evento. A equipe de organização de eventos da FJERJ já trabalhou em eventos nacionais, continentais, mundiais e inclusive nos Jogos Olímpicos, o que proporcionou uma grande capacitação e ganho de expertise para a Federação. Hoje, a Copa Rio vive uma crescente e, seguindo esta linha, com o patrimônio esportivo da arena olímpica sendo bem aproveitado e as parcerias com as instituições governamentais e os patrocinadores, garanto que os eventos futuros serão cada vez melhores.

Com o patrocínio da Light, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, a Copa Rio Internacional de Judô 2025 foi realizada pelo Instituto Opus Vitae em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Crédito da imagem de capa: Anderson Neves

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