FJERJ promove Credenciamento de Arbitragem de 2026 com mais de 150 inscritos

Evento ocorreu no último sábado, 7 de fevereiro, no Jequiá Iate Clube, recebendo a presença de diretores, árbitros, treinadores e atletas
* por Diano Albernaz Massarani

A Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) promoveu, no último sábado, 7 de fevereiro, uma etapa fundamental dos preparativos para a temporada 2026: o Seminário de Credenciamento de Arbitragem. O evento, realizado no Jequiá Iate Clube, recebeu 154 filiados à Federação. Além de 74 árbitros, estiveram presentes diretores, como o presidente Leonardo Lara e o vice Jeferson Vieira, treinadores e atletas. Em depoimento, a Diretora de Arbitragem da Federação e Árbitra Internacional FIJ A, Bruna Neves, falou sobre as atividades do Seminário, as avaliações da arbitragem fluminense no ano passado, e as expectativas para o futuro dos árbitros do Judô Rio nesta temporada.

O 1º Seminário e Credenciamento Estadual de Arbitragem foi dividido em 2 turnos. O período da manhã foi destinado para contextualizar nossos filiados sobre o perfil da nossa arbitragem, através de um levantamento feito pela plataforma Zempo. Este mapeamento de perfil serviu para que, enquanto diretora, eu pudesse observar as lacunas e possibilidades de intervenção no desenvolvimento de todo o nosso quadro de arbitragem.

Além disso, foram apresentadas as inovações tecnológicas que a FJERJ investiu para a arbitragem, como a aquisição de novas câmeras, televisões e mouses (equipamentos importantes para a revisão dos lances pela arbitragem). Ainda no contexto tecnológico, desenvolvemos um Aplicativo de check-in para os árbitros estagiários, de modo a agilizar e melhorar o controle dos voluntariados e avaliações destes postulantes à árbitro estadual. Esta inovação foi pensada na sustentabilidade do armazenamento das frequências, reduzindo a utilização de papéis. A parte da tarde foi dedicada à atualização das regras, conforme nos foi apresentado em Brasília, no Seminário Técnico Nacional, pelo sensei André Mariano, recém-empossado como Coordenador Nacional de Arbitragem.

Falando mais detalhadamente sobre as atividades realizadas no Seminário, o período da manhã ficou sob a minha responsabilidade, enquanto Diretora de Arbitragem, e o período da tarde, mais técnico, foi dividido entre os membros da Comissão Estadual de Arbitragem, quando fui acompanhada pelos sensei Marcelo Colonna (FIJ A), Chuno Mesquita (FIJ A), Eduardo Ramos (FIJ A) e Diego Ramon (FIJ B).

Gostaria de ressaltar que a participação de todos foi muito proveitosa, pois aproveitamos para alinhar procedimentos de condutas entre os árbitros e na relação entre árbitros e treinadores. Vale destacar que a participação dos treinadores, neste momento, junto à arbitragem, é muito importante, pois é ali que alinhamos procedimentos para o dia a dia das competições.

No ano de 2025, cerca de 85% de todo o nosso quadro de árbitros (80 árbitros ativos) teve pelo menos 1 convocação para as competições do calendário da FJERJ, o que é relevante do ponto de vista de ganho de experiências, principalmente pelos árbitros menos graduados. Cabe lembrar que o Rio de Janeiro teve árbitros convocados pela CBJ para todos os eventos do Calendário Nacional e também estivemos presentes na arbitragem em todos os Campeonatos Pan-Americanos de Classes (do Sub-13 ao Sênior), por meio de convocação da Confederação Pan-Americana de Judô, o que deixa evidente o diferencial técnico da arbitragem do Judô Rio.

Nossos desafios para 2026 e para os próximos anos serão a busca pela renovação do quadro, em vista dos novos requisitos da Federação Internacional para a carreira de arbitragem, além de capacitações continuadas para os supervisores de área. Este é um trabalho de médio a longo prazo, mas precisamos iniciar. E para isso, a partir de 2026, o curso de arbitragem da FJERJ será teórico/prático e estará aberto para faixas marrons com idade mínima de 18 anos completos. Após a conclusão do curso, os filiados serão certificados como Árbitros Regionais, podendo atuar nos seus núcleos regionais e eventos amistosos para ganhar experiência.

Portanto, finalizo reforçando o meu apelo para todos os professores e treinadores que incentivem seus atletas faixa marrom a fazer o curso de arbitragem e experimentar essa carreira que é tão importante para o nosso Judô.

Deixe um comentário