Evento com “estrutura impecável” e que “engrandece o currículo”: 18ª Copa Rio recebe reconhecimento de treinadores do judô brasileiro

Técnicos de agremiações de fora do Rio de Janeiro elogiaram a organização do evento e celebraram as experiências vivenciadas no Parque Olímpico
* por Diano Albernaz Massarani

O prestígio que a Copa Rio recebe no cenário nacional está concretizado nos números da sua 18ª edição, realizada de 10 a 12 de outubro, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca: mais de 1.200 inscrições de 131 agremiações de 17 unidades federativas do país, além de Argentina, Chile e Uruguai. Entretanto, estes números passam a ganhar ainda mais peso quando são reforçados pelos elogios que os treinadores das agremiações de fora do Rio de Janeiro renderam ao evento. Com certeza as dezenas de agremiações “visitantes” que estiveram na Copa Rio possuem seus objetivos particulares, mas a concordância em relação à estrutura e à organização apresentadas e às experiências especiais proporcionadas pelo evento fica evidente nos depoimentos dos treinadores das quatro delegações com mais inscritos de fora do Rio de Janeiro.

Sérgio Cota, gerente de Judô do Minas Tênis Clube (MG) – 68 inscritos

Torneios como a Copa Rio são superimportantes, pois são competições abertas, interclubes, e, como não têm critérios de classificação, podemos trazer um grupo grande de atletas para ganhar experiência competitiva. Nesta edição da Copa Rio, podemos ver que as classes de base estão com chaves bem cheias, muito boas, com disputas de alto nível. Não tenho dúvidas de que é superimportante para os atletas e toda a nossa equipe poder estar presente à arena que foi palco dos Jogos Olímpicos de 2016. A estrutura aqui é magnífica, é impecável. Hoje, eu posso afirmar com certeza que é o melhor lugar para se realizar competição de Judô no Brasil. É muito importante poder competir em um local adequado, ainda mais para as equipes que vêm de longe, e isso com certeza é um dos fatores que influenciam a gente optar por participar todo ano da Copa Rio.

Carlan dos Santos, treinador da Assamaca (BA), 15 inscritos

A Assamaca está na Bahia em 18 polos diferentes, com mais de 2 mil integrantes. A nossa questão principal é educacional, e poder trazer nossas crianças e jovens para uma competição como a Copa Rio é vislumbrar, é mostrar para eles que existe um caminho a ser seguido, mesmo diante das grandes dificuldades com questões sociais, de políticas públicas, educacionais e esportivas. É muito inspirador para eles poder estar presente em uma arena olímpica. Eles passaram um tempão debruçados na arquibancada, babando, e eu, perto, sempre lembrando que nesta arena lutaram os grandes atletas, que eles iriam pisar onde monstros sagrados pisaram. Na Assamaca, partimos da ideia de que o Judô não é o fim. O Judô é o meio. Muitos dos nossos meninos e meninas que estão nesta Copa Rio vão ser grandes atletas, outros vão ser grandes professores ou vão simplesmente levar a doutrina do Judô para a sua vida particular. Hoje, por exemplo, temos dois baianos trabalhando na CBJ que nunca foram grandes atletas, mas são grandes staffs. Por isso que a gente tem, às vezes, dificuldades em definir o Judô. O Judô é uma luta, o Judô é um esporte, mas, sobretudo, o Judô de Jigoro Kano é um estilo de vida.

Priscila Leite, treinadora da Associação Campineira de Judô (SP), 15 inscritos

Poder participar da Copa Rio é uma experiência muito marcante para todos os nossos atletas. Para os atletas que já estão com o rendimento mais alto e buscam competições maiores, como os campeonatos brasileiros e eventos internacionais, a Copa Rio oferece a oportunidade de estar em uma arena olímpica, com toda essa estrutura. E, às vezes, quando eles não vivenciam isso, toda essa estrutura impressiona. Então, poder viver essa experiência vale muito a pena para eles entenderem o funcionamento dos grandes campeonatos. Toda essa vivência traz a bagagem para que eles consigam controlar o nervosismo e vivenciar essas situações com mais tranquilidade. Já para os atletas mais novos, que ainda não estão no nível nacional, eles têm a oportunidade de pegar no quimono de atletas de outros Estados, ter autocontrole, entender que dentro do tatame somos todos iguais, independente do glamour da competição.

Eduardo Barata, treinador da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Espírito Santo (ES), 15 inscritos

Eu tive a oportunidade de lutar na Copa Rio como atleta e hoje estou como treinador. Para os nossos judocas, desde os mais jovens até os da classe Veteranos, poder participar da Copa Rio engrandece o currículo. Ainda mais em um local onde o nome fala por si próprio, né? Arena olímpica. Além de toda a estrutura do evento, desde os tatames que são usados até as agremiações que estão presentes. Por isso que somos assíduos na Copa Rio, um evento que está sempre marcado em nosso calendário. E com certeza pretendemos voltar no ano que vem.

Com o patrocínio da Light, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, a Copa Rio Internacional de Judô 2025 foi realizada pelo Instituto Opus Vitae em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Crédito da imagem de capa: Anderson Neves

Deixe um comentário