Com apoio da FJERJ, Treinamento de Veteranos e Clínica de Arbitragem reúnem cerca de 100 judocas

Evento ocorreu no último sábado, 12 de julho, na GFTeam Matriz, com a presença da Diretora de Arbitragem da FJERJ, Bruna Neves
* por Diano Albernaz Massarani

Com a participação de mais de 80 judocas e apoio da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), a Associação de Judô Veteranos do Rio de Janeiro (AJVRJ) realizou, no último sábado, 12 de julho, na GFTeam Matriz, um evento duplo que contou com o 6º Treinamento de Veteranos e a Clínica Prática e Dinâmica de Arbitragem. Presidente da Associação de Judô Veteranos do Rio de Janeiro, o Sensei Robson Bandeira exaltou a presença de convidados especiais e detalhou as atividades realizadas:

“O evento contou com a presença de diversos participantes importantes, incluindo técnicos de alto rendimento, professores, atletas veteranos e diversos árbitros do quadro da FJERJ, como a Diretora de Arbitragem, Sensei Bruna Neves. Entre os destaques, o evento contou com o Kodansha Frederico Flexa, com um currículo notável que inclui medalhas em Jogos Pan-Americanos e participações em Olimpíadas, e o Sensei Luiz Virgílio, que foi sete vezes campeão nacional e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1980 e no Campeonato Mundial de Judô de 1981.

As atividades tiveram início com homenagens a colaboradores e professores, como Marcello Cavallieri, Leilton Junior, Bruna Medeiros Neves e Diego Ramon. Logo após, foi conduzido pelo Sensei André Silva um treinamento técnico de desenvolvimento de pegadas e de transição Tachi-waza para Ne-waza. Os professores Bruna Medeiros e Diego Ramon, concomitantemente ao treinamento, faziam intervenções didáticas para exemplificar situações sobre regras de arbitragem. O randori também foi coordenado pelo Sensei André Silva e contou com a participação de árbitros da FJERJ, permitindo arbitragem individual em cada combate, o que promoveu aprendizado prático”.

Em seguida, o Sensei Robson Bandeira comentou sobre a importância dos eventos realizados na GFTeam Matriz e demonstrou otimismo com os cenários atual e futuro do Judô de Veteranos no Rio de Janeiro:

“É importante destacar a natureza histórica dos eventos do último fim de semana, conforme mencionado por Bruna Medeiros Neves. Ela ressaltou que foi a primeira vez que árbitros, atletas e treinadores se reuniram em um treino da nossa Associação, abordando temas de arbitragem e visando aproximar todos os envolvidos. Além disso, a realização de uma reunião estratégica entre os coordenadores da AJVRJ e os coordenadores do treinamento de Veteranos no interior para fortalecer parcerias e planejar novas ações em diversas regiões do estado é um ponto relevante que demonstra a visão de expansão e fortalecimento do Judô de Veteranos.

A temporada de 2025 para o Judô de Veteranos no Rio de Janeiro, sob a reeleição da atual gestão, demonstra intensa atividade e expansão. Com base nas experiências de 2023 e 2024, o ano de 2025 iniciou com mais eventos de treinamento, contando com um total de cerca de 700 atletas de diversas regiões do Rio de Janeiro e de outros Estados. A Associação busca ser itinerante, realizando treinos em várias localidades e recebendo figuras importantes do Judô. A gestão foca na sustentabilidade financeira e organização, incluindo o registro de atletas em uma nova plataforma online, com cerca de 120 inscritos. A meta é realizar até 12 treinos itinerantes até o final do ano, com 70 a 100 atletas por treino. O 6º treino e a clínica de arbitragem foram um sucesso. Há planos para eventos de confraternização e a continuidade do projeto Top Rank, premiando os melhores do ranking estadual e nacional. As novas parcerias estabelecidas também foram destaque no crescimento e manutenção da Associação”.

Diretora de Arbitragem da FJERJ, a Sensei Bruna Neves revelou como surgiu a ideia da Clínica Prática e Dinâmica de Arbitragem, e deixou evidente a satisfação com os ensinamentos compartilhados no evento em diversos aspectos:

“Após analisar o cenário atual da equipe de arbitragem, ao longo desses três meses que eu assumi a direção da arbitragem da FJERJ, já vinha buscando alternativas para realizar treinos práticos mais periódicos com a minha equipe, assim como são feitos nos campeonatos nacionais e internacionais. Nesses eventos, é de praxe que sejam realizadas clínicas práticas de arbitragem, com as quais todos os árbitros do evento discutem e estudam de forma prática, diversas situações das regras. Mediante isto, em conversa com o Sensei Robson Bandeira, presidente da Associação de Veteranos do Rio de Janeiro, que também é árbitro, me foi feito o convite para ministrar uma clínica de arbitragem com os associados dos Veteranos, durante os treinos mensais que são realizados. Este convite se estendeu a toda equipe de arbitragem do Judô Rio para que se fizesse presente e, também, participar de forma prática, tanto do treino, quanto dos momentos de explanação sobre as regras. E foi então que propus uma clínica dinâmica, baseada no treino técnico já programado para o dia, com o qual eu participei fazendo apontamentos técnicos e abordando os entendimentos das regras como complemento as temáticas trabalhadas (Kumikata, e transição tachi-waza x ne-waza). Foi ótimo trabalhar junto com o Sensei André Silva, do Instituto Reação, que planejou e conduziu o treino técnico. Acredito que consegui encaixar bem as temáticas e sanar as dúvidas da maioria que estava ali presente e também contribuir com os estudos e capacitação da minha equipe de arbitragem. Afinal, somos todos judocas, vivenciamos o mesmo Judô todos os dias, então essa interação entre árbitros, treinadores e atletas foi uma ótima experiência para todos. Ganha a arbitragem e ganha o Judô do Rio de Janeiro”.

Completando, a Sensei Bruna Neves ressaltou a importância de clínicas de arbitragem voltadas para a classe Veteranos e expressou seu desejo por iniciativas semelhantes no futuro:

“Como Diretora de Arbitragem da Federação, tenho uma avaliação extremamente positiva sobre a importância das clínicas de arbitragem para a classe de veteranos, especialmente considerando a dinâmica que vivenciamos neste final de semana e espero que possamos repetir pelo menos bimensalmente. A iniciativa de realizar uma clínica dinâmica de arbitragem durante o treino dos veteranos não é apenas pertinente, mas estrategicamente fundamental para o desenvolvimento do Judô fluminense. Minha percepção se baseia nos seguintes pilares essenciais.

Multiplicadores do Conhecimento: Muitos dos nossos atletas veteranos são, em sua essência, treinadores, professores e formadores de novos atletas. Eles ocupam um papel de liderança e influência em suas respectivas academias e comunidades. Ao capacitá-los com um entendimento aprofundado das regras de arbitragem, não estamos apenas informando um grupo, estamos equipando uma rede de multiplicadores de conhecimento. A compreensão que eles adquirem sobre as diretrizes e nuances das regras será naturalmente difundida para seus alunos, impactando positivamente a base do nosso esporte.

Aproximação e Sinergia: O ambiente do treino de veteranos se revela um solo fértil para a aproximação entre árbitros e treinadores. Historicamente, pode haver uma certa distância ou incompreensão mútua entre essas duas classes. Clínicas como essa quebram barreiras, promovem o diálogo e fomentam a empatia. Quando um treinador compreende a lógica por trás de uma decisão da arbitragem, e quando o árbitro entende as perspectivas do treinador, construímos uma relação de sinergia que beneficia todo o ecossistema do Judô. Essa colaboração é crucial para um ambiente de competição mais justo e compreensivo.

Aprimoramento Contínuo e Coerência: A participação ativa dos veteranos, que continuam competindo e dedicando-se ao Judô, garante que a difusão das regras seja constante e coerente. Eles vivenciam a aplicação das regras tanto como atletas quanto como educadores. Essa perspectiva dual oferece um feedback valioso e contribui para a homogeneidade na interpretação e aplicação das normas em diferentes níveis da prática do Judô. Quanto mais pessoas envolvidas no Judô – de atletas iniciantes a veteranos experientes, passando por treinadores e professores — entenderem as diretrizes que cercam as regras, melhor para a compreensão geral e, consequentemente, para a formação de novos talentos.

Em síntese, uma melhor compreensão da classe de veteranos em arbitragem vai muito além de uma simples atualização de regra, é um investimento estratégico em conhecimento e na qualidade do nosso Judô. Fortalecemos não apenas a compreensão das normas, mas também os laços entre a comunidade do Judô Rio”.

A Associação de Judô Veteranos do Rio de Janeiro (AJVRJ) realizará o 7º Treino de 2025 no dia 9 de agosto, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN).

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