Com apoio da FJERJ, Open Veteranos estreia recebendo mais de 200 judocas

Evento ocorreu no dia 2 de agosto e foi o primeiro oficial organizado pela Associação Judô Veteranos do Rio de Janeiro
* por Diano Albernaz Massarani

“O Judô não tem idade” é uma frase que a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) não poupa esforços para sempre demonstrar a sua veracidade e atualidade. E mais uma demonstração neste sentido foi dada no dia 2 de agosto, com a Federação apoiando o Open Veteranos 2026, realizado nas dependências do Clube de Regatas do Flamengo. Foram mais de 200 participantes para disputas da classe Veteranos, atividades para crianças, jovens e as inclusivas do Judô para Todos. Ao fim, o título de campeão ficou com o Instituto Tayanne Nascimento, que terminou à frente de Clube de Regatas do Flamengo e Judô Clube Ren-Sen-Kan. Ressaltando que foi o primeiro evento promovido pela Associação Judô Veteranos do Rio de Janeiro (AJVRJ), o presidente da entidade, sensei Robson Bandeira, falou sobre o Open Veteranos 2026, o atual momento vivido pela Associação e a parceria com a FJERJ.

Como você avalia o calendário de atividades da AJVRJ neste ano de 2026?
Avalio o calendário da AJVRJ em 2026 com muito orgulho. Foi um ano de crescimento, de aprendizado e, principalmente, de construção.
Desde o início, buscamos fazer com que a Associação tivesse uma presença cada vez mais ativa, não apenas por meio de competições, mas também através dos nossos treinos, encontros e ações de integração entre atletas, professores e equipes.
Cada atividade nos mostrou que existe uma demanda muito grande por um espaço onde o veterano possa continuar vivendo o Judô, competindo, treinando e, principalmente, trocando experiências.
Para nós, o Judô Veterano não é apenas sobre continuar competindo. É sobre continuar pertencendo ao Judô.
E foi nesse caminho que chegamos à realização do Open Veteranos 2026, que representou um momento muito importante para a Associação. Foi a concretização de um projeto que vinha sendo construído com muito trabalho e dedicação.
Mais do que um calendário de eventos, estamos construindo uma estrutura que permita à AJVRJ crescer e, ao mesmo tempo, investir cada vez mais no desenvolvimento do Judô Veterano.

Quais as suas expectativas para esta nova fase da AJVRJ, com a realização de eventos próprios?
Nossa expectativa é que essa nova fase permita à AJVRJ crescer de forma sustentável e fortalecer ainda mais o trabalho que já realizamos com os veteranos.
A realização de eventos próprios nos dá condições de construir uma estrutura maior para a Associação e, principalmente, de reinvestir no nosso principal projeto: o desenvolvimento dos treinos e das atividades voltadas aos veteranos.
Queremos proporcionar cada vez mais oportunidades para que esses atletas possam treinar, competir, conviver e compartilhar conhecimento.
Existe uma riqueza muito grande na experiência de um veterano. São anos de Judô, de competição, de treinos, de erros, de acertos e de histórias. Quando colocamos essas pessoas juntas, acontece uma troca que vai muito além do tatame.
Um veterano aprende com outro veterano, e esse conhecimento muitas vezes volta para dentro dos dojos, para os alunos e para as novas gerações.
Por isso, nosso objetivo não é simplesmente crescer em quantidade. Queremos crescer em propósito, fortalecendo uma comunidade que valoriza quem construiu e continua construindo o Judô.

O Open Veteranos contou com atividades para o Judô Infantil e o Judô Inclusivo. Qual a importância para a AJVRJ de expandir sua atuação para receber outras classes de Judô?
Essa foi uma decisão muito importante para a Associação e tem dois objetivos principais: fortalecer a estrutura da AJVRJ e, ao mesmo tempo, aproximar diferentes gerações dentro do Judô.
Ao receber outras classes, conseguimos ampliar o evento e gerar recursos que serão revertidos para o próprio desenvolvimento dos projetos da Associação, especialmente aqueles voltados aos veteranos.
Mas o resultado foi muito maior do que imaginávamos.
Durante o Open, tivemos momentos muito especiais, principalmente vendo professores e alunos participando do mesmo campeonato. Em alguns momentos, o professor estava competindo e o aluno estava na arquibancada torcendo por ele. Depois, era o professor vibrando pelo aluno.
Foi bonito porque mostrou que o Judô não termina quando o atleta cresce. Ele se transforma.
O veterano pode ser professor, atleta, árbitro, dirigente, referência e exemplo. E a criança que hoje está começando pode, no futuro, ocupar esse mesmo espaço.
Por isso, acreditamos muito nessa convivência entre gerações. Queremos que nossos atletas mais jovens cresçam sabendo que existe uma comunidade que os acolherá também no futuro.
Queremos que eles saibam que, quando chegarem à idade de veteranos, não estarão sozinhos. Haverá uma Associação, haverá companheiros e haverá uma comunidade pronta para continuar vivendo o Judô ao lado deles.

Como tem sido a parceria com a FJERJ nesta nova fase da AJVRJ?
A parceria com a FJERJ tem um significado muito grande para nós.
A Federação representa o Judô do nosso Estado como um todo, e saber que existe espaço, reconhecimento e apoio ao Judô Veterano dentro dessa estrutura é algo que valorizamos profundamente.
Em muitos lugares, o atleta veterano acaba sendo lembrado apenas como alguém que um dia competiu. Nós acreditamos no contrário: o veterano continua sendo uma peça importante para o desenvolvimento do Judô.
A experiência acumulada ao longo dos anos pode contribuir dentro dos dojos, nas competições, na arbitragem, na organização e em tantas outras áreas.
Por isso, entendemos que a AJVRJ e a FJERJ podem caminhar cada vez mais próximas. A Associação trabalha para fortalecer o Veterano, e esse fortalecimento também retorna para o Judô do Estado.
Temos atletas veteranos que continuam estudando, treinando, competindo e compartilhando conhecimento. Essa troca entre eles prepara não apenas novos atletas, mas também pessoas que podem contribuir cada vez mais com as próprias competições e projetos da Federação.
Para nós, o apoio da FJERJ representa muito mais do que uma parceria institucional. Representa a certeza de que o veterano continua fazendo parte do presente e do futuro do Judô.
E talvez essa seja uma das mensagens mais importantes que queremos deixar: o Judô não tem idade para terminar. Ele muda, amadurece e ganha novos significados ao longo da vida.
A criança que começa hoje pode ser o campeão de amanhã, o professor que formará novos atletas e, daqui a muitos anos, o veterano que estará novamente no tatame, compartilhando sua experiência com uma nova geração.
Quando conseguimos unir todas essas fases dentro do mesmo Judô, fortalecemos não apenas uma Associação, mas o Judô como um todo.
É por isso que somos tão gratos à FJERJ por reconhecer e apoiar o Judô Veterano. Para nós, essa parceria mostra que os veteranos não estão à margem do Judô. Eles fazem parte da sua história, do seu presente e, principalmente, do seu futuro.

Crédito da imagem de capa: Rodrigo Origuela

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