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Vice-presidente Leonardo Lara participa de Projeto no Japão

Conhecer a forma de ensino do judô nas escolas públicas japonesas. Esse será o foco de sete professores brasileiros que embarcam na noite desta quarta-feira (06.09) para, entre os dias 8 de setembro e 2 de outubro, participarem de um curso no Japão, o “Discovery Camp: Tomorrow’s Friends Programme”. A partir das pesquisas desenvolvidas no local, por meio da Universidade Tsukuba e do Instituto Kodokan de Tóquio, os profissionais terão a missão de propor uma adequação do modelo observado na grade escolar brasileira e apresentar uma proposta curricular para aulas da arte marcial em escolas públicas.

No dia 1º de setembro, foi realizada uma reunião no Consulado Geral do Japão, em São Paulo, com a participação de representantes do Ministério do Esporte, da Embaixada do Japão, da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e do Instituto Kodokan do Brasil, além do grupo de sete profissionais selecionados para o período de preparação na Ásia: Uichiro Umakakeba (supervisor do grupo), Joseph Guilherme (coordenador), Ademir Shultz Júnior, Raphael Luiz Silva, Renato Yoshio Ikegawa, Leonardo Lara e Rafael Borges participarão do projeto com todos os custos de viagem e treinamento arcados pelo governo japonês.

Estiveram presentes no encontro o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Rogério Sampaio; o assessor da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Sandro Teixeira; o diplomata japonês Hisayoshi Muto; o presidente da Federação Paulista de Judô, Alessandro Puglia, representando a presidência da CBJ; o gestor das equipes de base da CBJ, Marcelo Theotonio Silva; o presidente do Instituto Kodokan do Brasil, Takanori Sekine; Roberto Harada e Odair Borges, secretário geral e membro do Comitê Executivo do Instituto, respectivamente.

O programa de envio dos profissionais brasileiros ao curso no Japão foi idealizado em outubro do ano passado, quando o ministro Leonardo Picciani visitou o país asiático e assinou um acordo de cooperação esportiva, com o objetivo de fortalecer a colaboração entre as duas nações. Na ocasião, durante o Fórum Mundial de Cultura e Esporte, os japoneses conheceram o legado deixado para o Brasil pelos Jogos Rio 2016.

Desde então, a embaixada japonesa solicitou que o Ministério do Esporte indicasse os nomes para a primeira etapa do programa, a ser realizada ainda em 2017. A pasta, então, consultou as instituições competentes ligadas ao judô no Brasil, como a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), para a elaboração de uma lista prévia de candidatos a partir de critérios preestabelecidos pelo ministério. Após três meses de definições, os governos brasileiro e japonês chegaram à formação do primeiro grupo de selecionados. A expectativa é que a iniciativa se estenda até 2020, ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio, com o envio de um grupo de brasileiros por ano ao país.

O treinamento fará parte do programa japonês Sport for Tomorrow, apresentado pelo governo do país ainda durante a fase de proposta dos Jogos de Tóquio. O objetivo é de contribuir com a construção do futuro por meio do esporte, com a participação de mais de 10 milhões de pessoas, de 100 países, até 2020. Por meio da iniciativa, o Japão pretende propagar os valores do esporte e dos movimentos olímpico e paralímpico.

Ao longo das semanas de capacitação, os profissionais receberão não apenas ensinamentos para a prática competitiva do esporte, mas, sobretudo, sobre como usar o judô para o desenvolvimento da educação brasileira e da formação humana – conhecimentos que serão repassados, após o curso, a outros professores no Brasil. Os participantes terão palestras em sala de aula, oficinas, treinamentos práticos, demonstrações, estudos de campo e outras experiências para compreender aspectos variados do sistema de ensino de judô no Japão.

Ana Cláudia Felizola – rededoesporte.gov.br

Nutrição antes, durante e após a competição

Entende-se como boa forma física a “habilidade de realizar diariamente tarefas com vigor e vivacidade, sem fadiga excessiva e com bastante energia para desfrutar das atividades nas horas de lazer e encontrar imprevistos de emergência”.

Todas as pessoas, seja atleta ou não, são beneficiadas com uma dieta que contenha uma grande variedade de alimentos para assegurar um consumo adequado de nutrientes.

Os alimentos consumidos no dia-a-dia afetam mais a saúde e a performance desportiva do que qualquer refeição consumida antes, durante ou após uma competição, no entanto tais refeições também influenciam no desempenho e podem provocar diferentes sensações.

REFEIÇÃO PRÉ-COMPETIÇÃO

Devido o repouso noturno, as reservas de glicogénio hepático apresentam diminuídas. Para repor o glicogénio hepático, como também manter o açúcar sanguíneo em níveis normais, torna-se essencial o consumo de uma refeição, antes do exercício, evitando assim a ocorrência de quadros hipoglicémicos (redução de açúcar no sangue) que causam vários sintomas e prejudicam a performance, evitando com que se tenha fome antes ou durante o exercício, e fornecendo energia para o trabalho muscular durante a competição.

Na noite anterior à competição, consuma um jantar rico em hidratos de carbono e hidrate-se no decorrer do dia.

Competições de manhã

Se você prefere e está acostumado a fazer grandes desjejuns, acorde mais cedo para que consiga tomar o pequeno almoço reforçado pelo menos antes 3 horas do evento.

Se não está acostumado à desjejuns mais caprichados, faça seu pequeno almoço, um pouco mais leve, 1h30 à 2h antes do evento.

Competições à tarde

O almoço deve ser feito 3-4 horas antes do evento. Procure não exagerar, não comer alimentos que não sejam de sua rotina, evitando alimentos gordurosos e ricos em proteínas, alimentos flatulentos, alimentos ricos em fibras e preferindo uma alimentação mais leve e rica em hidratos de carbono compostos.

Competições que duram o dia inteiro

No dia anterior faça refeições ricas em hidratos de carbono no pequeno almoço, almoço e jantar. No dia da competição tome o pequeno almoço reforçado, respeitando sua tolerância e costumes. Durante o dia, a cada uma 1h30 à 2h, procure consumir por exemplo sandes ricos em hidratos de carbono.

REFEIÇÃO DURANTE A COMPETIÇÃO

Deve-se adaptar um consumo programado de líquidos, e quando aceitável, de sólidos também, desde que você já esteja habitual com a ingestão de tais durante seus treinos. Assim, mantemos os níveis energéticos e o estado de hidratação, melhorando o desempenho na atividade.

REFEIÇÃO PÓS-COMPETIÇÃO

Muitos atletas negligenciam a refeição pós–exercício, no entanto é de fundamental importância pois é ela que determinará quanta energia você terá na próxima sessão de treino e competição.

Nas duas primeiras horas após o exercício, o corpo torna-se mais eficiente para absorver e armazenar energia nos músculos, isso porque esses se apresentam mais receptivos à reposição de glicogénio.

Assim que terminar a competição ou treino deve-se iniciar a reposição através de fontes alimentares ricas em hidratos de carbono, proteínas, vitaminas, minerais e líquidos.

Opções para reposição

– Banana, frutas secas, sumo de frutas, isotônicos, água, iogurte de frutas, gelado de frutas,
– Frutas ricas em água: laranja, melancia e uva,
– Sopa de hortaliças, cenoura em pedaços, beterraba, chuchu, abobrinha,
– Leite semi-magro ou magro (desnatado), presunto magro, queijo branco, carne magra,
– Pães, massas, arroz, bolacha simples, barra de cereais, cereais, farelos, batata e mandioca.

Por Vanessa Pimentel – Nutricionista

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